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'Amigos' forneceram armas a rebeldes líbios

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Rebeldes líbios que lutam contra o regime de Muamar Kadafi adquiriram armas comprando-as com "dinheiro líbio" ou as receberam de "alguns amigos", afirmou o chefe do Conselho Líbio de Transição Nacional à televisão francesa nesta quarta-feira.

"Na verdade, recebemos algumas armas, mas elas não são suficientes", afirmou Mustafá Abdel Jalil, um ex-ministro da Justiça que lidera a insurgência anti-Kadafi.

"Recebemos armas de alguns amigos. Não posso identificá-los agora, mas posso dizer que amigos nos deram armas e que também pudemos comprar algumas com dinheiro líbio", afirmou o líder rebelde, que está em Paris, ao canal France 24.

Segundo ele, o papel do Qatar, um dos três países que, com França e Itália, reconheceram o NTC, na questão da entrega de armas era "muito limitado".

Qatar e os Emirados Árabes Unidos são os únicos países árabes a participar de operações militares na Líbia, apesar do apoio da Liga Árabe a uma zona de exclusão aérea para evitar que Kadafi ferisse civis.

Na última semana, Qatar sediou uma reunião do Grupo de Contato Internacional sobre a Líbia, e atraiu uma resposta dura do governo de Trípoli, que acusou o Emirado de fornecer mísseis antitanque aos rebeldes.

Mais cedo nesta quarta-feira, Jalil se encontrou com o presidente Nicolas Sarkozy por 45 minutos e convidou-o a visitar o reduto rebelde em Benghazi, no leste da Líbia.

O gabinete de Sarkozy afirmou que "tomou nota" do convite de Jalil, que chegou no momento em que a França anunciou o envio de conselheiros militares para contribuir com a revolta contra o regime de Kadafi.