Dissidentes pedem a Jimmy Carter que lute pelos direitos humanos em Cuba

HAVANA - O ex-presidente americano Jimmy Carter se reuniu nesta quarta-feira com opositores cubanos, que pediram a ele ajuda em sua luta para que Cuba alcance liberdades e avance no respeito aos direitos humanos.

Carter, que conclui nesta quarta uma visita privada de três dias, se reuniu com vários ex-presos políticos, integrantes das Damas de Branco, blogueiros como Yoani Sánchez e outros dissidentes, em um hotel do centro histórico de Havana.

Yoani Sánchez, férrea crítica do governo em seu blog "Generación Y", disse ter falado com Carter sobre a necessidade de liberdade de expressão e da internet para os cubanos.

Oswaldo Payá, Prêmio Sakharov 2002, comentou ter discutido com toda clareza que a alternativa para Cuba "são os direitos e eleições livres".

O ex-presidente americano se reuniu na véspera com o presidente Raúl Castro, a quem reiterou sua disposição para dialogar em igualdade com Washington para normalizar as relações bilaterais.

Nove anos depois de sua primeira visita a Cuba, o ex-presidente, de 86 anos, chegou a Havana na companhia de sua mulher Rosalynn, em missão não governamental. O ex-presidente buscou durante governo (1977-1981) normalizar as relações com Cuba.

Em sua viagem de 2002, Carter teve várias reuniões com o então presidente Fidel Castro, 84 anos, que elogiou sua "ética" em um artigo de imprensa, por isso, não se descartou a possibilidade de ele ser recebido desta vez na casa do líder cubano, agora já aposentado do governo.

O Centro Carter anunciou que a viagem tem um caráter "privado", com o objetivo de obter informações sobre as reformas econômicas impulsionadas por Raúl Castro e analisar caminhos para diminuir a confrontação entre ambos os países, em relações diplomáticas desde 1961.