Berlusconi será julgado em abril por escândalo de prostituição

ROMA - A juíza Cristina Di Censo decidiu nesta terça-feira julgar imediatamente o chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, por ter contratado os serviços de uma prostituta menor de idade e abusado do cargo no escândalo sexual 'Rubygate', informa a imprensa italiana.

A juíza fixou a data de 6 de abril para a primeira audiência deste processo acelerado previsto pelo código penal italiano para o caso de "evidência de prova".

"Não esperávamos outra coisa", reagiram os advogados de defesa.

Berlusconi será julgado pelo pagamento dos serviços sexuais de Ruby, apelido da jovem marroquina Karima el-Mahrung, quando ela era menor de idade, entre fevereiro e maio de 2010, e pela intervenção junto à polícia de Milão para que ela fosse libertada, depois que foi detida por roubo na noite de 27 de maio.

Berlusconi critica protesto organizado por mulheres na Itália

 Durante uma entrevista por telefone a uma das emissoras de TV que controla, o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, disse na segunda-feira que os protestos de domingo na Itália pela dignidade das mulheres foram uma "mobilização partidária" contra ele.

"Me pareceu um pretexto para apoiar um teorema judicial que não tem nada a ver com a realidade, uma manifestação partidária contra a minha pessoa por parte de uma esquerda que se vale de todos os meios possíveis para acabar comigo", disse o premier ao Mattino Cinque, programa da rede Canale 5 que pertence a seu grupo, o Mediaset.

"Todas as mulheres que me conhecem sabem que tenho muita consideração e respeito", acrescentou.

Centenas de milhares de italianas se manifestaram no domingo em todo o país para dizer "Basta!" a Silvio Berlusconi, ao considerar que a dignidade das mulheres está sendo atacada pelo escândalo conhecido como 'Rubygate', que envolve o chefe do governo italiano.

A justiça de Milão (norte) pediu na semana passada que Berlusconi seja julgado imediatamente por prostituição de menores e abuso de poder.

A investigação apura os supostos serviços sexuais da jovem marroquina Karima El Mahrug, prestados a Berlusconi quando ela ainda era menor de idade, assim como a intervenção do 'Cavaliere' junto à polícia, para libertar a jovem depois que ela foi detida por roubo, em maio de 2010.