Manifestações na Argélia e no Iêmen lutam pela queda de seus regimes, depois que os protestos populares no Egito conseguiram resultados.
Nesse sábado, um forte esquema policial foi montado na capital da Argélia para impedir as manifestações pela queda de Abdelaziz Bouteflika. Os gritos exigiam melhores condições de vida e maior liberdade. Cerca de 2 mil pessoas forçaram a barreira policial e começaram uma marcha em direção à Praça do Mártires, onde se concentram as forças de oposição no país.
No Iêmen, milhares de jovens protestam no centro de Sanaa para pedir a renúncia do presidente Ali Abdallah Saleh. "Depois de Mubarak, é sua vez Ali", gritavam 4.000 manifestantes, em sua maioria estudantes. Aos gritos de "fora Ali" ou "o povo quer a queda do regime", os manifestantes seguiram da Universidade de Sanaa até o centro da capital.
As autoridades do Iêmen afirmaram que respeitam a decisão e a vontade do irmão povo egípcio, em um comunicado publicado pela agência oficial Saba."O Iêmen tem confiança na capacidade do Conselho Supremo das Forças Armadas para dirigir o país", afirma o texto.
As autoridades iemenitas expressam ainda o desejo que o Egito tenha "uma atmosfera propícia para que o povo egípcio possa concretizar suas aspirações de liberdade, democracia e segurança".