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Argentina busca saída para violência social em parque da capital

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BUENOS AIRES - O governo federal da Argentina e as autoridades de Buenos Aires, que se enfrentam politicamente, buscavam neste sábado uma saída para o quinto dia de um surto de violência social, iniciado em um parque da capital ocupado por sem-teto e que já deixou quatro mortos.

Às 11h45 local (12h45 de Brasília) foi iniciada uma reunião na Casa Rosada (sede do governo) entre o governo federal, representado pelo ministro do Interior, Florencio Randazzo, e o chefe de Gabinete, Aníbal Fernández, e o comunal, com uma delegação liderada pelo prefeito Mauricio Macri.

Os funcionários retomaram assim uma reunião suspensa na madrugada e que não chegou a uma proposta coordenada, convocada de emergência pela presidente Cristina Kirchner na meia-noite de sexta-feira.

Participaram da primeira reunião líderes sociais que voltarão na parte da tarde, representando os "sem-teto", que desde terça-feira se instalaram em tendas no enorme parque Indoamericano, no sul da capital.

Mas um grupo de ocupantes desautorizou neste sábado sua representatividade, ao afirmar que "não será aceita nenhuma negociação da qual não façamos parte".

"Não vamos sair até que nos deem uma resposta. A reunião que está ocorrendo na Casa Rosada não nos representa. Nós não somos de nenhum partido político e o que queremos é um plano de habitação", disse Alejandro Salvatierra, que se apresentou à imprensa no parque como representante dos ocupantes.