Possíveis imagens de Sakineh em casa são divulgadas por Tv estatal

Uma Tv estatal iraniana distribuiu imagens que supostamente mostram a iraniana Sakineh Mohammadi-Ashitiani em casa, com seu filho. AS imagens teriam sido feitas entre os dias 4 e 5 deste mês, e seriam as primeiras fotos da iraniana após sua libertação.   

Nesta quinta-feira (09) a Comissão Internacional contra a Pena de Morte e o Apedrejamento , ONG alemã que acompanha seu caso, informou que a iraniana teria sido libertada do apedrejamento. Além de Sakineh, seu filho e seu advogado também estariam livres da condenação. Até o fim da noite de quinta o governo do Irã não confirmou as informações.

"Recebemos do Irã a informação de que estão livres", disse à agência AFP Mina Ahadi, porta-voz do comitê contra a lapidação.

"Esperamos ainda a confirmação. Aparentemente, esta noite há um programa que deve ser exibido na televisão e aí saberemos 100%. Mas, sim, ouvimos que está livre e também seu filho e seu advogado", disse Ahadi.

A iraniana havia sido condenada à morte, por dois tribunais diferentes, acusada de estar envolvida em um adultério e no assassinato de seu marido. Um ano após a condenação, Sakineh teve sua pena pelo assassinato reduzida, em apelação, a dez anos de prisão. Ainda em 2007, outra corte de apelação iraniana decidiu manter a sentença de morte por apedrejamento, devido ao adultéria que Sakineh supostamente cometeu.

O caso veio à tona em julho de 2009, através de associações de direitos humanos, e repercutiu em todo o mundo. Durante este período, personalidades de diferentes países se mobilizaram a favor da iraniana, pressionando o país a libertá-la.

O presidente Lula chegou a manifestar, inicialmente, uma posição neutra, dizendo que não intercederia por Sakineh. Pouco tempo depois, o presidente brasileiro fez um pedido a Ahmadinejad para que a iraniana fosse acolhida no Brasil. Após saber da possível liberação de Sakineh, a assessoria do presidente informou que ele recebeu a notícia emocionado.

O Irã acusa os países ocidentais de usar o caso como propaganda, para criticar o governo do presidente Mahmud Ahmadinejad por supostas irregularidades eleitorais e desrespeito aos direitos humanos.