É melhor que potências mundiais parem de ameaçar o Irã, disse Ahmadinejad

Posição de países ricos é comparada a de "agressores" por presidente

 

O presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad afirmou, nesta quinta-feira, que se as potências mundiais querem alcançar resultados positivos nas conversações sobre o programa nuclear iraniano, é melhor parar de ameaçar seu país, como se fossem "agressores".

Ahmadinejad se referiu a seis países em especial - Rússia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Alemanha, durante visita ao Azerbaijão. Tais potências querem se reunir para conversações no dia 5 de dezembro, entretanto, o local da reunião ainda não foi concordado. Segundo o presidente iraniano, foi sugerido que o encontro ocorra em Istambul, mas as potências sugeriram Genebra.

Estes países suspeitam que o Irã esteja tentando produzir armas nucleares, usando como fachada um programa de pesquisas para uso civil. O governo iraniano diz que seu único objetivo é gerar eletricidade.

Ahmadinejad aproveitou a visita ao país para criticar os EUA, onde mais de 50 mulheres estão no corredor da morte. De acordo com o mandatário, a maior potência mundial não tem o direito de criticar o país oriental em sua política de condenação à morte, por apedrejamento, de Sakineh Mohammadi Ashtiani, 43, acusada de adultério.

"Eles matam pessoas na Ásia, na África e condecoram os assassinos", reiterou. No que diz respeito à cidadã iraniana, condenada à morte, Ahmadinejad afirmou que o caso está seguindo o procedimento judicial e que não há problemas em falar sobre isso.

O caso de Sakineh, mãe de dois filhos, despertou uma onda de críticas e protestos da comunidade internacional.