Dissidente birmanesa retoma atividades políticas

 

Depois de passar sete anos em prisão domiciliar, a dissidente birmanesa Aung San Suu Kyi retomou neste domingo as atividades políticas. Em discurso pronunciado na sede do seu partido, a vencedora do prêmio Nobel da Paz fez um apelo à unidade das forças democráticas de Mianmar (Birmânia). 

- Quero trabalhar com todas as forças democráticas, não guardo nenhum rancor. Acredito nos direitos humanos e no império da lei.A democracia é a liberdade de expressão. Quero ouvir a voz do povo e, só depois, decidir o que quero fazer.

Considerada um dos símbolos da luta pela democracia no país asiático, a opositora Aung San Suu Kyi estava presa desde 2003. Inicialmente, sua libertação estava prevista para maio de 2009, mas a junta militar que comanda o país extendeu a pena por mais 18 meses depois que um americano conseguiu chegar nadando até a sua residência, que fica à beira de um lago. 

A “Dama de Yangun”, como também é conhecida, passou 15 dos últimos 21 anos encarcerada.

Repercussão 

O mundo recebeu com alívio a notícia de que Aung San Suu Kyi foi solta. Embora alguns defensores dos direitos humanos temam que a libertação seja apenas uma estratégia da junta militar birmanesa para baixar a pressão internacional, há a esperança de que esse seja o primeiro passo para que outros presos políticos também sejam soltos.