OEA pede fórmula "mais criativa" para ajudar Haiti

A comunidade internacional deve buscar uma fórmula "mais criativa" e "real" para tornar eficaz o envio de ajuda ao Haiti e não gastar tanto em consultorias, afirmou esta quinta-feira, no Panamá, um funcionário da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"É preciso encontrar uma fórmula muitíssimo mais criativa, incisiva e real de como entregar ajuda e de como torná-la mais eficaz para que o Haiti possa encontrar um caminho para sair de uma pobreza que já é permanente", disse John Biehl, que representa o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, em reunião do Conselho Dieretor do Instituto Infantil Interamericano.

 

"Há uma espécie de crise em como a comunidade internacional entrega esta ajuda", apesar do interesse e boas intenções de muitas organizações internacionais, disse Biehl a jornalistas.

 

"Não é possível que, em algumas ocasiões, percentuais tão importantes de ajuda fiquem no meio do caminho entre consultorias que não são utilizadas, que já foram feitas, que são repetitivas ou que não vão no cerne do problema que hoje o povo haitiano sofre", prosseguiu o funcionário da OEA.

 

Em janeiro, um terremoto devastador destruir milhares de casas e deixou 230 mil mortos. Desde então, 125.000 famílias haitianas vivem nas ruas e praças de Porto Príncipe.

 

Os países doadores se comprometeram a entregar US$ 5,5 bilhões em ajuda ao Haiti em 2010 e 2011, e cerca do dobro em dez anos.