Imprensa afirma que Espanha pagou por resgate de reféns da Al-Qaeda

Agência AFP

MADRI - O governo da Espanha pagou sete milhões de euros (8,8 milhões de dólares) pela libertação dos reféns espanhóis da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), afirma o jornal El Mundo.

Segundo a publicação, um primeiro pagamento de 3,8 milhões de euros foi feito em janeiro, mas grande parte da quantia ficou com os intermediários e apenas 1,5 milhão chegou aos sequestradores, que exigiam 3,8 milhões de euros.

Um novo pagamento de três milhões de euros (2,3 milhões para os sequestradores e 770.000 para os intermediários) foi feito entre abril e maio para que os sequestradores recebessem a quantia exigida e liberassem Roque Pascual e Albert Vilalta, completa o jornal El Mundo.

O governo espanhol não mencionou nenhum resgate ao anunciar na segunda-feira a libertação dos dois voluntários da ONG Barcelona Acció Solidària, que eram reféns da AQMI desde novembro.

O chefe de Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, se limitou a agradecer o trabalho dos serviços do país e dos governos africanos onde aconteceram os sequestros.

A Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) afirmou na segunda-feira, em uma mensagem de áudio, ter liberado os dois espanhóis porque algumas de suas exigências foram cumpridas, sem revelar quais, noticiou o jornal El País.