Agência AFP
CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, se disse "muito contente" nesta sexta-feira com a visita a Caracas da chanceler da Colômbia, María Ángela Holguín, o que permitirá o "pleno" restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países.
"Estou muito contente com esta visita. Tem sido muito interessante. Conversamos sobre todos os temas que estão na mesa e sobre muitos mais", declarou Chávez após receber Holguín no palácio de Miraflores, acompanhada de ministros, políticos e empresários colombianos.
Segundo Chávez, foram abordados temas como desenvolvimento na região da fronteira, segurança, produção de alimentos, energia, transportes e comunicações, entre outros assuntos de integração previstos nas cinco comissões de trabalho instaladas hoje.
O presidente destacou que Holguín e o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, estão elaborando uma declaração para concretizar o restabelecimento pleno das relações diplomáticas "com a irmã Colômbia".
Já os ministros da Defesa de Venezuela, Carlos Mata, e de Colombia, Rodrigo Rivera, debateram com "franqueza" os problemas de segurança na fronteira comum e acertaram estabelecer mecanismos de cooperação, revelou Maduro.
"Conversaram com bastante franqueza sobre os distintos temas de uma fronteira que enfrenta problemas: combate ao narcotráfico, combate a distintos bandos que sequestram e assassinam, combate aos grupos irregulares", disse Maduro sobre a reunião entre Mata e Rivera.
"Foi estabelecido um canal de comunicação permanente que vai evoluir nos próximos dias" com a reunião dos ministros da Defesa e dos comandantes militares dos dois países em Caracas.
Chávez e o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, restabeleceram as relações diplomáticas no dia 10 de agosto passado, na cidade colombiana de Santa Marta, quando acertaram a criação de cinco comissões bilaterais de trabalho.
A Venezuela rompeu relações com a Colômbia no dia 22 de julho passado, após o governo do então presidente, Álvaro Uribe, denunciar na Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de mais de 1.500 guerrilheiros colombianos no território venezuelano.