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WASHINGTON - O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, descreveu o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como uma 'ameaça administrável' para a segurança dos americanos e mostrou interesse em se aproximar do Brasil visando formas mais limpas de energia.
Em uma entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal chileno El Mercurio, Obama também se disse aberto a dialogar com os governos venezuelano e cubano caso seja eleito em novembro.
O senador pelo Estado de Illinois disse ainda que o México será sua prioridade na América Latina e que sugerirá uma reforma na política migratória já em seu primeiro ano de mandato.
Ao ser questionado sobre se Chávez representava uma ameaça à segurança nacional dos EUA e ao restante do continente, o democrata respondeu: 'Sim, acredito que seja uma ameaça, mas uma ameaça administrável'.
- Sabemos, por exemplo, que ele pode ter tido envolvimento no apoio às Farc (a guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), prejudicando um país vizinho. Esse não é o tipo de vizinho que desejamos. Acredito ser importante, por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA) ou da Organização das Nações Unidas (ONU) adotar sanções indicando que esse tipo de comportamento é inaceitável - afirmou, na entrevista concedida em Denver.
No entanto, Obama disse ser partidário de uma diplomacia direta com a Venezuela e com os demais países do mundo.
- Eu daria início a negociações como os nossos inimigos de Cuba e da Venezuela. Eu cancelaria as restrições de viagem aos que possuem familiares em Cuba. E quero unir-me a países como o Brasil para buscar formas mais limpas de energia - afirmou na entrevista.