Agência AFP
BOGOTÁ - A missão que o ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, fará na semana que vem à Colômbia, Venezuela e Equador a favor da franco-colombiana Ingrid Betancourt, será "extremamente difícil", afirmou neste sábado o ex-marido da refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
- É fato que será extremamente difícil porque o clima não é bom entre os presidentes dos três países -disse Fabrice Delloye, ex-marido de Betancourt, em poder da guerrilha das Farc há mais de seis anos.
O Equador, presidido por Rafael Correa, rompeu relações diplomáticas com a Colômbia de Álvaro Uribe após a morte do número dois das Farc, Raúl Reyes, em um ataque aéreo colombiano em território equatoriano.
No entanto, Delloy afirma que "é necessário que a missão de Kouchner não desista. É preciso retomar o diálogo com as Farc".
- Até agora, o único que pode retomar o diálogo com as Farc continua sendo Hugo Chávez e quem sabe Correa - disse Delloy.
As Farc negociam a troca de um grupo de 39 reféns, entre eles Betancourt, por 500 guerrilheiros detidos em prisões colombianas.