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WASHINGTON, - O Fundo Monetário Internacional (FMI) qualificou neste sábado a crise econômica de "mundial", eximindo de culpa os Estados Unidos.
-Os desafios que a economia mundial têm que enfrentar são mundiais e exigem ações firmes, assim como uma cooperação estreita entre os membros-, destacou o Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI) do FMI em comunicado publicado ao término de sua reunião.
O CMFI constatou que a instabilidade financeira mundial aumentou desde sua última reunião, há seis meses.
-O crescimento econômico mundial caiu, e as perspectivas de crescimento para 2008 e 2009 se deterioraram-, afirmou.
Os principais fatores de risco são "acontecimentos que seguem acontecendo nos mercados financeiros e a degradação potencial dos ciclos do alojamento e do crédito", comentou.
O comunicado final não inclui qualquer referência à "terceira linha de defesa", freqüentemente mencionada pelo novo diretor-geral do FMI, o francês Dominique Strauss-Kahn: a utilização de fundos públicos para ajudar os bancos e completar as ações das políticas monetária e orçamentária.Além disso, o CMFI aprovou neste sábado a reforma da instituição idealizada por Strauss-Kahn, segundo um comunicado divulgado pelo Comitê.
-O CMFI elogiou o acordo obtido pelo conselho de administração sobre a reforma das cotas e dos votos, considerando que é uma contribuição importante para melhorar a credibilidade e a legitimidade do FMI-, disse a instituição. O Comitê ressaltou, no entanto, que ainda é preciso aprimorar a metodologia idealizada por Strauss-Kahn para rever constantemente "a cada cinco anos" as cotas em vigor.
-O Comitê está aguardando um trabalho suplementar do conselho de administração sobre os pontos do novo sistema de cotas que poderiam ser melhorados antes que a fórmula seja utilizada novamente-, comentou.
O CMFI também concordou com o novo quadro orçamentário do FMI, que envolverá uma redução de suas despesas em 13,5% em termos reais daqui a três anos. Ele pediu, porém, à direção da instituição que continuasse a trabalhar sobre a forma como pretende investir os recursos procedentes da venda de parte de suas reservas de ouro. O Comitê quer que todos esses pontos sejam resolvidos antes da assembléia-geral do FMI, prevista para o mês de outubro