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Comitê para libertação de Betancourt lamenta fracasso de missão médica

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Agência EFE

BOGOTÁ - O comitê colombiano da Federação de Comitês pela libertação de Ingrid Betancourt (Ficib) expressou hoje sua "profunda tristeza" pelo fracasso da missão médica enviada pela França para atender a ex-candidata presidencial franco-colombiana seqüestrada em 2002 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A Ficib declarou seu pesar depois que o avião-ambulância enviado pelo Governo da França no dia 3 de março saiu de Bogotá na quarta-feira de volta a Paris.

A mesma entidade censurou as Farc por sua "negativa em aceitar uma missão que poderia ter aliviado as desumanas e inaceitáveis condições de saúde em que se encontra Ingrid Betancourt e os demais seqüestrados".

O pessoal médico que chegou na aeronave esperava que as Farc lhe permitissem chegar até uma parada do departamento do Guaviare (sul da Colômbia) para atender a ex-candidata, que segundo diversos testemunhos está muito mal de saúde, e outros possíveis reféns doentes.

Mas o grupo insurgente afirmou na terça-feira passada que essa missão era improcedente por não ter sido previamente negociada com os rebeldes.

Betancourt faz parte dos 40 políticos, soldados, policiais e americanos que as Farc mantêm em seu poder e que pretendem trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos.

Apesar do fracasso da missão humanitária, organizada pela França, e também Espanha e Suíça, "países amigos" de um processo de paz na Colômbia, o Governo francês anunciou que tentará "outro caminho".