Número de mortos em combates em Basra chega a 55

Agência EFE

BAGDÁ - Pelo menos 55 pessoas morreram e outras 160 ficaram feridas nos combates entre o Exército iraquiano e as milícias fiéis ao líder religioso xiita Moqtada al-Sadr que começaram na noite de segunda-feira passada na cidade meridional de Basra, informaram fontes médicas.

As fontes explicaram que a maioria das vítimas destes enfrentamentos, que se originaram após o começo de uma campanha de segurança em Basra, são civis, embora também haja combatentes entre eles.

Por enquanto, informou-se oficialmente apenas da morte de três guarda-costas de um dirigente da Polícia de Basra, que foi alvo de um atentado bomba, e de outros 25 militares feridos nos combates.

Enquanto isso, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, rejeitou a possibilidade de negociar com os milicianos xiitas aos quais acusou de constituírem uma 'máfia criminosa e terrorista'.

- A cidade de Basra sofre uma falta de segurança e é testemunha do assassinato de inocentes. A intervenção militar é conseqüência dos pedidos de auxílio dos cidadãos - disse al-Maliki.

O primeiro-ministro iraquiano chegou na segunda-feira passada a Basra e no dia seguinte anunciou o começo da campanha militar que deu início aos eventos e que foi batizada com o nome de 'Carga de Cavalaria'.

Desde então, os combates se estenderam a outras cidades como Al Kut, onde nos últimos dias morreram 45 pessoas e 85 ficaram feridas.

Enquanto os partidários convocaram uma campanha de 'desobediência civil', al-Maliki deu ontem, quarta-feira, um ultimato de três dias aos milicianos para que deponham as armas.