Agência EFE
ASSUNÇÃO - Milhares de camponeses paraguaios que se mobilizaram nesta quinta-feira em Assunção para fazer reivindicações estimularam o voto em branco nas eleições gerais de 20 de abril, ao denunciarem que não se sentem representados por nenhum partido político do país.
Cerca de dez mil lavradores, agrupados na Federação Nacional Camponesa (FNC), uma das maiores do setor, fizeram uma passeata até a sede do Congresso, onde realizaram um comício.
Odilón Espínola, secretário-geral da FNC, disse que o Governo do presidente Nicanor Duarte, do Partido Colorado - no poder há 61 anos - "não representa o povo".
Espínola também afirmou que a população não se sente identificada com as outras legendas, e estimulou os camponeses a votarem em branco nas eleições de abril, como forma de punir a classe política paraguaia.
O secretário-geral assegurou que "o chefe de Estado mente" e "representa os latifundiários, banqueiros e produtores de soja".
Entre os candidatos a suceder Duarte, os principais, segundo as pesquisas de intenções de voto, são o ex-bispo Fernando Lugo, apoiado por um setor da oposição; a ex-ministra da Educação Blanca Ovelar, da situação; e o general reformado Lino Oviedo, que lidera um grupo dissidente do Partido Colorado.
Os camponeses também tentaram avançar em direção ao Palácio de Governo para entregar a Duarte uma lista de reivindicações do setor, mas tiveram que deter a passeata diante da barreira montada pela Polícia.