EUA prendem mais de 200 em protesto contra a guerra

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WASHINGTON - Mais de 200 pessoas foram presas em vários lugares dos Estados Unidos durante protestos pelo quinto aniversário da guerra do Iraque, na quarta-feira.

Os ativistas paravam o trânsito e tentavam obstruir o acesso a prédios públicos.

Em Washington, 32 pessoas foram detidas ao tentar bloquear as entradas do Serviço de Arrecadação Interna (IRS, a Receita Federal dos EUA) e outras 30 foram presas diante de um anexo do Congresso, segundo a polícia.

Os manifestantes queriam fechar o IRS para chamar a atenção para o custo da guerra. A polícia levou quase uma hora para liberar o acesso.

Em San Francisco, tradicional reduto pacifista dos EUA, 143 pessoas foram presas ao longo da quarta-feira na Market Street, no centro comercial da cidade, por invasão de propriedade, resistência à prisão e obstrução do tráfego, segundo um porta-voz policial.

Além disso, quatro mulheres foram detidas ao abrir um cartaz sobre a famosa ponte Golden Gate, mas acabaram sendo liberadas em seguida, segundo uma porta-voz da administração da ponte.

No National Mall, em Washington, cerca de cem manifestantes portavam cartazes com os dizeres 'A falta de fim justifica a falta de sentido' e agitavam bandeiras norte-americanas de ponta-cabeça.

- Bush e Cheney, líderes fracassados, Bush e Cheney, seu lugar é na cadeia - gritavam eles, referindo-se ao presidente George W. Bush e a seu vice, Dick Cheney.

Uma hora depois do impasse no IRS, dezenas de manifestantes agitavam, ao som de uma bandinha, cartazes com os dizeres 'Parem de pagar para matar' e 'Até quando?' Mas os funcionários do órgão tributário não tinham dificuldades para entrar.

'Queríamos colocar nossos corpos entre o dinheiro e aquilo que o dinheiro financia --a guerra, a ocupação, as bombas', disse Frida Berrigan, uma das organizadoras do ato.

Desde a invasão do Iraque, em março de 2003, a guerra já custou meio trilhão de dólares para os EUA. O conflito já matou dezenas de milhares de iraquianos, deixou milhões de refugiados e também levou à morte de quase 4.000 soldados dos EUA.

A guerra vem se firmando como um dos principais assuntos da campanha eleitoral para a Casa Branca neste ano.