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NAÇÕES UNIDAS - Dizendo-se vítimas de 'terroristas' patrocinados pelos Estados Unidos, Cuba e Irã criticaram duramente os EUA na quarta-feira durante um debate do Conselho de Segurança da ONU sobre o combate ao terrorismo.
O embaixador cubano na ONU, Rodrigo Malmierca Diaz, propôs que o Conselho conclame os EUA a agirem contra Luis Posada Carriles, de 80 anos, procurado pela Justiça de Cuba e da Venezuela por suspeita de ser o mentor da explosão de um avião cubano, em 1976, que matou 73 pessoas.
O militante anticomunista cubano entrou ilegalmente nos EUA em 2005 e pediu asilo. A Justiça negou o pedido, mas o governo recorreu.
- Não há dúvida hoje de que a verdadeira intenção ñdo governo dos EUAí foi evitar que detalhes das ações criminais dele sob ordens da CIA se tornassem públicas - disse Malmierca, acrescentando que os EUA não citam o 'longo histórico terrorista' de Posada no seu recurso.
Ele também criticou as 'sentenças risíveis', inferiores a um ano, dadas na semana passada a três pessoas ligadas a Posada que haviam se recusado a depor contra ele.
Uma diplomata venezuelana disse ao Conselho que concordava com Cuba.
A representante norte-americana, Carolyn Willson, rejeitou as acusações do cubano, alegando que os EUA tomaram várias medidas contra Posada Carriles, mas que não há provas suficientes para extraditá-lo para a Venezuela.
Ela acrescentou que a Justiça dos EUA também decidiu que o ativista não deveria ser extraditado para Cuba ou Venezuela porque 'provavelmente' ele seria torturado.
IRÃ
Um diplomata iraniano também falou ao Conselho, acusando os EUA de apoiar a guerrilha Mujahideen Popular (MKO), que tem sede no Iraque e luta pela derrubada do regime islâmico iraniano. Irã, Estados Unidos e União Européia qualificam o MKO como um grupo terrorista.
- Seus elementos e membros continuam a desfrutar de apoio e refúgio nos EUA e em alguns países europeus, inclusive alguns Estados membros da UE - disse o diplomata.
Os EUA não responderam diretamente às acusações, mas um porta-voz diplomático lembrou que o Irã acaba de ser submetido a uma terceira rodada de sanções da ONU por sua recusa em suspender as atividades de enriquecimento de urânio.
Em 2002, um braço político do MKO, que não é proscrito na Europa, afirmou que o Irã possuía um programa secreto de enriquecimento destinado à produção de armas nucleares. Teerã garante que todo o seu programa atômico está voltado para fins civis.