Bin Laden faz alerta à UE por caricaturas de Maomé

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DUBAI - O líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, ameaçou na quarta-feira impor severas punições à Europa por causa das caricaturas do profeta Maomé.

Em gravação divulgada pela Internet, coincidindo com o aniversário do fundador do Islã, Bin Laden disse que os desenhos, considerados ofensivos pelos muçulmanos, são parte de uma 'cruzada' que envolve também o papa Bento 16.

- Suas publicações desses desenhos -- parte de uma nova cruzada em que o papa do Vaticano teve um papel significativo -- é uma confirmação da sua parte que a guerra continua - afirmou o militante de origem saudita, na mensagem endereçada 'aos que são sábios na União Européia'.

Vocês estão 'testando os muçulmanos... a resposta será o que vocês deverão ver, e não o que ouvem. Que nossas mães nos percam para a morte se não nos erguermos na defesa do mensageiro de Deus', acrescentou.

No quinto aniversário da invasão norte-americana do Iraque, Bin Laden afirmou que a publicação das caricaturas foi uma ofensa mais grave 'do que o bombardeio de modestas aldeias que desabaram sobre nossas meninas'.

As caricaturas foram publicadas originalmente em setembro de 2005 pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, mas só provocaram polêmica mundial depois de serem republicadas, no ano seguinte. Em uma das caricaturas, Maomé aparece usando uma bomba no lugar do turbante.

Pelo menos 50 pessoas morreram em protestos contra a publicação das caricaturas, que segundo muitos muçulmanos são uma afronta ao Islã.

Mas vários jornais reproduziram os desenhos alegando defender o direito à liberdade de expressão.

Bin Laden divulgou várias mensagens no ano passado, a última em 29 de novembro, após um hiato de bem mais que um ano -- o que provocou rumores de que ele estaria morto ou incapacitado. Acredita-se que ele esteja escondido na fronteira entre Paquistão e Afeganistão.

Em setembro de 2007, ele divulgou uma gravação em que celebrava o sexto aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos, atribuídos à sua rede Al. Qaeda.