Agência EFE
MIAMI - O presidente americano, George W. Bush, disse nesta terça-feira, que a credibilidade e influência dos Estados Unidos na América Latina dependem do sucesso ou fracasso na aprovação do Tratado de Livre-Comércio (TLC) com a Colômbia.
Em discurso na cidade de Jacksonville (Flórida) centrado no livre-comércio, Bush insistiu na urgência de que o Congresso americano aprove esse tratado, como fez com o acordo com o Peru.
- O acordo com a Colômbia é quase idêntico ao acordo com o Peru, exceto em que o colombiano tem potencial muito maior, pois a Colômbia tem um PIB maior e porque tem uma maior importância para a segurança nacional por sua localização estratégica - afirmou Bush.
- A lição é clara: se o Congresso encontrou a forma de votar e aprovar o acordo com o Peru, não há razão para não fazer o mesmo com o da Colômbia - afirmou.
Bush insistiu em que é 'urgente' a aprovação do acordo comercial com a Colômbia e que é 'muito importante para adiar mais' sua aprovação.
- Quando recentemente as forças armadas colombianas mataram um dos líderes das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), se descobriu em seu computador relações muito mais estreitas com o regime da Venezuela que o se pensava antes - disse o presidente.
- As autoridades colombianas estão investigando essas ligações, mas uma coisa deve ficar clara: os Estados Unidos apóiam fortemente, se mantém fortemente com a Colômbia em sua luta contra os terroristas e os narcotraficantes.
Bush destacou também que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, procurou potenciar a democracia colombiana e que, durante os últimos seis anos, os ataques terroristas e os seqüestros diminuíram e o policiamento na rua aumentou.
- Ao mesmo tempo, a economia colombiana mostrou um forte crescimento. A pobreza e o desemprego diminuíram e aumentaram o comércio e os investimentos. Isso é o que queremos. Queremos menos violência em nossos países vizinhos e mais prosperidade de nossos vizinhos - acrescentou.
O presidente americano assegurou que Uribe falou publicamente contra o antiamericanismo.
- Foi, de todos os pontos de vista, um de nossos aliados mais efetivo e responsável. E este tratado comercial é uma maneira de enviar um sinal de forte apoio a Uribe. É uma maneira de apoiar esse país para impulsionar o momento para a paz - acrescentou Bush. Ele pediu aos congressistas que aprovem de uma vez o TLC com a Colômbia.
Bush lembrou que o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse recentemente que se os Estados Unidos derem as costas à Colômbia será um retrocesso com efeitos maiores que o 'que um ditador latino-americano pode esperar conseguir'.
Em outro momento de seu discurso, Bush ressaltou que as Farc "perseguem objetivos marxistas' e que o regime antiamericano de Caracas 'forjou uma aliança com os comunistas de Cuba, se reuniu com os líderes das Farc na Venezuela e desdobrou tropas na fronteira com a Colômbia'.
Sobre a situação econômica interna nos Estados Unidos, Bush indicou que seu Governo está disposto a adotar as medidas que fossem necessárias para ajudar o setor financeiro, sempre e quando não afetar a saúde da economia do país a longo prazo.