Agência AFP
NOVA DÉLHI - A polícia chinesa dispersou nesta quarta-feira com bombas de gás lacrimogêneo em Lhassa, pelo segundo dia consecutivo, uma manifestação de centenas de monges budistas, incluindo alguns que exigiam a independência do Tibet, informou a Radio Free Asia (Rádio Ásia Livre, RFA).
Quase 600 monges seguiram na terça-feira de seu monastério em direção à sede da polícia para pedir a libertação dos companheiros presos na segunda-feira durante uma manifestação organizada por ocasião do 49º aniversário da partida forçada do Dalai Lama, o líder espiritual dos budistas tibetanos, segundo a emissora, que tem sede nos Estados Unidos.
Os protestos se somam às manifestações de tibetanos na Índia e Nepal, que recordaram o controle da China sobre o território do Himalaia a cinco meses dos Jogos Olímpicos de Pequim.
Em Lhassa, alguns manifestantes voltaram a defender a independência do Tibet, segundo a RFA.
Ao chegar à sede da polícia, 2.000 policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os monges. A emissora não informou se o protesto terminou com prisões.
De acordo com a RFA, 300 monges participaram na manifestação de segunda-feira e 60 foram detidos.
O Dalai Lama, de 72 anos, denunciou na segunda-feira "violações enormes e inconcebíveis dos direitos humanos" no Tibet, que vão até "a negação da liberdade religiosa".