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Senado chileno vai extraditar seqüestrador de Washington Olivetto

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Agência EFE

VALPARAÍSO - O Senado do Chile aprovou nesta terça-feira uma minuta de acordo para a extradição, 'por motivos humanitários', do chileno Mauricio Hernández Norambuena, condenado em 2002 a 30 anos de prisão no Brasil pelo seqüestro do publicitário Washington Olivetto.

Segundo fontes parlamentares, o texto, aprovado pela maioria do Senado, pede que a presidente Michelle Bachelet interceda para que, "por razões de saúde', Hernández termine de cumprir sua pena no Chile.

O líder do grupo chileno de extrema esquerda Frente Patriótica Manuel Rodríguez (FPMR), que combateu a ditadura de Pinochet (1973-1990) e que em 1996 fugiu de uma prisão de segurança máxima, pediu à Comissão de Direitos Humanos do Senado que seja extraditado no âmbito do tratado para a transferência de presos condenados assinado por Brasil e Chile em 1998.

Segundo o texto, Hernández Norambuena encontra-se submetido a um excepcional regime de isolamento, o que deteriorou sua saúde física e mental e que o motivou a pedir seu retorno ao Chile.

O socialista e membro da Comissão de Direitos Humanos Jaime Naranjo disse que o apoio da maioria dos senador representa 'uma carta extremamente valiosa para o Governo chileno iniciar logo as gestões com o Executivo do Brasil para concretizar a volta' retorno'

de Hernández Norambuena.

Naranjo acrescentou que 'todas os partidos concordam com o retorno de Hernández ao Chile' e com o cumprimento do resto da pena dele no país.

Hernández Norambuena já cumpriu seis dos 30 anos de prisão aos quais foi condenado em 2002 pelo seqüestro do publicitário Washington Olivetto.

Em fevereiro de 2007, o então ministro da Justiça do Brasil, Marcio Thomas Bastos, chegou a assinar um decreto que determinava expulsão e automática extradição do prisioneiro para o Chile, mas só após o cumprimento total de sua condenação no Brasil.

No Chile, Hernández Norambuena já foi condenado a duas penas de prisão perpétua pelo assassinato do senador conservador Jaime Guzmán e pelo seqüestro do filho do proprietário do jornal 'El Mercurio', Agustín Edwards.