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Israel desmente que vigore acordo de cessar-fogo com Hamas

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Agência EFE

JERUSALÉM - O escritório do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, desmentiu nesta segunda-feira categoricamente que esteja em vigor 'um acordo de cessar-fogo' com o movimento islâmico Hamas ou que esteja negociando com esse grupo 'direta' ou 'indiretamente'.

- Não há negociações diretas ou indiretas, deixou claro hoje o primeiro-ministro - disse à Agência Efe o porta-voz de Olmert, Mark Regev, em resposta a declarações do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, no sentido de que as duas partes chegaram a um acordo.

Segundo o líder da ANP, que falou em entrevista coletiva em Amã, as milícias palestinas se comprometeram a deixar de lançar foguetes a partir de Gaza em território israelense em troca de que Israel não ataque os líderes do movimento Hamas ou da Jihad Islâmica.

A possível existência de negociações era cogitada por diferentes veículos de comunicação israelenses como justificativa à repentina redução da violência na fronteira com Gaza, após dez dias de intensos tiroteios nos quais morreram mais de 125 palestinos e cinco israelenses.

Segundo testemunhas, a aviação israelense deixou de sobrevoar permanentemente a faixa desde sexta-feira, enquanto as milícias palestinas dispararam, no mesmo período, só três foguetes, em comparação com os 50 por dia da semana anterior.

Nesta manhã, Olmert reagiu a estas especulações e assegurou que "não há qualquer acordo de cessar-fogo com o Hamas, nem conversas'.

Perguntado sobre a redução das operações israelenses em Gaza, Regev disse à Efe que 'não se deve a qualquer acordo ou entendimento com ninguém', em referência à possível mediação do Egito, que, segundo a imprensa local, teria intercedido para a obtenção do acordo.

- Israel não saiu de Gaza em 2005 para voltar em 2008, e se o ataca é porque há ameaças a partir daí. Se não há foguetes, se não há suicidas, se não há contrabando de armas para Gaza, não seríamos obrigados a agir - ressaltou.