ASSINE
search button

Otan apóia missão civil da UE no Kosovo para substituir a da ONU

Compartilhar

Agência EFE

MOSCOU - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) apóia os planos da União Européia (UE) de destacar uma missão no Kosovo para substituir a das Nações Unidas, segundo revelou hoje Robert Simmons, representante especial da Aliança Atlântica para o Cáucaso e a Ásia Central.

- A Otan assume também a responsabilidade de continuar com suas atividades no Kosovo baseadas na neutralidade, com o objetivo de garantir a segurança dos vários grupos étnicos da região, como estabelece a resolução 1244 do Conselho de Segurança da ONU - afirmou Simmons.

Em entrevista coletiva em Moscou, o diplomata disse que a Aliança Atlântica não deve convidar a Rússia a postar tropas nas operações de pacificação no Kosovo, segundo a agência 'Interfax'.

- Acreditamos que a Força Multinacional de Paz no Kosovo (KFOR, dirigida pela Otan) seja suficiente para cumprir as tarefas - disse Simmons, acrescentando que a Aliança Atlântica não tem intenção de ampliar nem de reduzir o número de soldados na região.

Além disso, o diplomata se referiu ao embaixador russo na Otan, Dmitri Rogozin, que há duas semanas disse que o Kosovo vive um "choque de opiniões' sobre o que deve ser o sistema de segurança internacional, e que a Rússia, para que seja respeitada, 'precisará usar a força bruta'.

- Rogozin realiza um trabalho produtivo na Otan. Mantemos com ele uma relação plenamente positiva. Estou convencido de que é uma pessoa capacitada que trabalha pelos interesses de seu país. Entendo que talvez seja uma figura política ambígua na Rússia, mas esse não é nosso assunto - afirmou.

O representante do Kremlin havia afirmado que a proclamação unilateral do Kosovo 'ameaçava com uma escalada de conflitos em várias partes do mundo'. Sobre os conflitos nas regiões separatistas georgianas da Abkházia e Ossétia do Sul, Simmons se mostrou convencido de que "a Geórgia será capaz de chegar a uma solução pacífica por meio do diálogo com a Rússia".

Ele afirmou que a Otan "apóia a integridade territorial da Geórgia", e ressaltou que a Aliança Atlântica não intercederá no processo de solução dos conflitos. Hoje foi anunciado que o Parlamento da Ossétia do Sul pediu à ONU, União Européia (UE), Comunidade dos Estados Independentes (CEI) e Rússia que reconheçam sua independência.