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WASHINGTON - O FBI obteve indevidamente dados pessoais de cidadãos norte-americanos ao investigar suspeitos de espionagem e terrorismo em 2006, mas posteriormente realizou reformas para evitar que isso ocorresse, disse na quarta-feira o diretor da agência norte-americana, Robert Mueller, à Comissão de Justiça do Senado.
De acordo com ele, um relatório a ser divulgado em breve pelo inspetor-geral do Departamento de Justiça apontou que violações de privacidade, já identificadas em anos anteriores, continaram em 2006.
Em março de 2007, o inspetor-geral do Departamento de Justiça disse que o FBI abusou de seu poder, entre 2003 e 2005, ao obter indevidamente dados telefônicos e financeiros, entre outros.
Isso era possível graças às chamadas cartas de segurança nacional, pelas quais o FBI poderia obter informações privadas sem recorrer a uma ordem judicial. O uso desse instrumento cresceu dramaticamente, especialmente devido aos poderes concedidos à agência pela Lei Patriota (contra o terrorismo), aprovada após os atentados de 11 de setembro de 2001.
Mueller disse que o próximo relatório 'vai identificar questões similares àquelas do relatório divulgado em março último'. - Isso ocorre, é claro, porque ele cobre um período que antecede às reformas que agora temos em vigor - acrescentou.
Ele afirmou que o FBI adotou vários novos procedimentos e mecanismos internos de controle, inclusive a criação de um novo gabinete, destinado a evitar futuros lapsos.
- Vamos manter nossa vigilância nesta área. Estamos comprometidos com garantir que não só consertemos isso, mas mantenhamos a confiança vital do povo norte-americano.