Agência EFE
BERLIM - As greves seletivas e de advertência no setor dos serviços públicos alemães alcançam nesta quarta-feira um novo apogeu com interrupções em massa nos transportes urbanos de diversas cidades, assim como nos principais aeroportos do país.
Desde o começo da manhã abandonaram seus postos de trabalho os responsáveis dos serviços de bagagens dos aeroportos de Frankfurt, Düsseldorf, Munique, Colônia e Hamburgo, entre outros, onde os passageiros ficaram impossibilitados de entregar ou receber suas malas.
- Os serviços de bagagens não estão operando - afirmou Peter Büddicker, porta-voz do sindicato alemão de serviços públicos "ver.di"·, que assinalou que no aeroporto de Dortmund o pessoal de terra responsável por fornecer combustível aos aviões e por limpar as pistas também parou.
A companhia aérea alemã Lufthansa decidiu cancelar preventivamente 142 vôos, enquanto se esperam grandes atrasos no tráfego aéreo em todo o país pelas greves.
Além disso, os transportes públicos de grandes cidades do oeste da Alemanha também param nesta quarta-feira, especialmente no estado da Renânia do Norte-Vestfália, onde ônibus, metrôs e bondes não vão circular.
Em Berlim começou nesta quarta-feira uma greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da empresa de transportes público BVG, com a paralisação quase total dos serviços de ônibus, metrôs e bondes.
Os sindicatos alemães do setor 'ver.di' e 'dbb Tarifunion' reivindicam aumentos salariais de 8% para os trabalhadores dos serviços públicos ou pelo menos um aumento salarial de 200 euros por mês, enquanto a patronal não oferece mas de 5% de alta salarial.