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WASHINGTON - O secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, expressou nesta segunda-feira preocupação pela crise diplomática entre Colômbia e Equador depois que Bogotá bombardeou um acampamento das Farc em território equatoriano, disse uma funcionária da entidade.
O governo colombiano defendeu a legitimidade do bombardeio do fim de semana, quando morreu o líder rebelde da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Raúl Reyes, e garantiu que uma resolução das Nações Unidas (ONU) autoriza esses ataques contra o terrorismo.
Como reação ao bombardeio, Equador e Venezuela ordenaram o reforço militar em suas fronteiras com a Colômbia.
- O secretário-geral está preocupado com as crescentes tensões e o tom elevado da retórica desde o fim de semana envolvendo a Colômbia e seus vizinhos Equador e Venezuela - disse Michele Montas, porta-voz da ONU, em um comunicado.
Ban Ki Moon 'insta à moderação e pede que os três países discutam suas preocupações no espírito de diálogo e cooperação que tradicionalmente caracterizam suas relações', acrescentou ela.
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado do presidente esquerdista equatoriano, Rafael Correa, advertiu que a crise pode ser o início de um enfrentamento bélico na América do Sul.
Os Estados Unidos expressaram nesta segunda-feira seu apoio a Bogotá e condenaram as atividades das Farc, grupo considerado uma organização terrorista por Washington, União Européia e o governo colombiano. A Colômbia é o principal aliado dos norte-americanos na América Latina.