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Dissidente cubano e mediador de Kosovo são indicados para Nobel

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REUTERS

OSLO - O dissidente cubano Oswaldo Payá e o ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, que elaborou um plano para a independência supervisionada de Kosovo, constam da lista quase recorde de 197 indicados para o Prêmio Nobel da Paz de 2008.

- Desse total, 164 são pessoas físicas e 33 são organizações - afirmou à Reuters Geir Lundestad, chefe do Instituto Norueguês do Nobel. - Esse é o segundo maior número de indicados, o maior verificou-se em 2005, de 199.

O misterioso comitê formado por cinco membros reuniu-se na terça-feira para começar a limitar o campo de candidatos após o final do período de inscrições, neste mês.

O ganhador do prêmio de 10 milhões de coroas suecas (1,62 milhão de dólares), que pode ser dividido por até três vencedores, será anunciado no dia 10 de outubro.

Lundestad não quis citar o nome de nenhum dos indicados.

Entre os concorrentes que se conhecem está o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, que reconstruiu seu país após uma revolta islâmica na década de 90.

Entre os demais contam-se o ex-chanceler da Alemanha Helmut Kohl, por seus esforços para colocar fim à Guerra Fria, e o governador do Estado norte-americano do Novo México, Bill Richardson, ex-embaixador dos EUA junto à Organização das Nações Unidas (ONU).

Constam ainda da lista a língua artificial Esperanto, criada para promover uma maior interação dentro da comunidade internacional, e o PeaceJam, um grupo dos EUA fundado em 1996 que ensinar os jovens sobre a paz lançando mão da ajuda de ex-vencedores do Nobel.

Os responsáveis pela premiação costumam procurar por um vencedor que espelhe uma causa - o Nobel diz que o dinheiro deve honrar realizações feitas no ano passado. O ex-vice-presidente norte-americano Al Gore e o Painel Climático da Organização das Nações Unidas (ONU) dividiram o prêmio em 2007.

Payá, o dissidente cubano, integra a lista de indicados no ano em que Fidel Castro anunciou seu afastamento definitivo do poder, após ficar 49 anos à frente da ilha caribenha. No domingo, Raúl Castro, irmão de Fidel, tomou posse como o novo presidente de Cuba.

- Este é um momento crucial. Cuba deseja mudanças, o povo deseja mudanças - afirmou Payá a respeito da aposentadoria de Fidel.