Agência EFE
GAZA - Mais de 500 escolas da Faixa de Gaza reabriram as portas esta manhã, depois das férias de inverno, mas estão sem eletricidade, calefação e materiais por causa do bloqueio imposto por Israel, denunciou nesta sexta-feira a Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA).
O clima frio, incomum na região esta época do ano, também atrapalha as atividades dos centros educacionais palestinos.
- Os habitantes de Gaza agora têm que enfrentar o frio, com chuvas e ventos fortes, o que agrava a miserável situação das 1,5 milhão de pessoas - afirmou o chefe do escritório de representação da UNRWA em Genebra, Matthias Burchard.
Da população total da Faixa de Gaza, 56% são crianças e adolescentes menores de 18 anos, "o que significa que as crianças estão suportando a maior parte das restrições, tanto de comida, como de combustíveis e materiais escolares", disse a porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Genebra, Veronique Taveau.
As duras condições climáticas dos últimos dias e o corte de abastecimento energético imposto por Israel desde meados de janeiro tornaram os freqüentes problemas dos estudantes palestinos ainda piores, afirmou Taveau.
Das 622 escolas de Gaza, 374 são governamentais, 214 são administradas pela UNRWA e 34 são privadas. Cerca de 240 mil alunos estão matriculados nas escolas públicas, 150 mil freqüentam os centros da agência da ONU e 8 mil vão às escolas particulares.
Segundo o porta-voz da UNRWA, a atual situação de frio e falta de eletricidade nas escolas "afeta todas as crianças, refugiadas e as não refugiadas".