Agência EFE
ROMA - O Senado italiano dará na quinta-feira o voto de confiança pedido pelo primeiro-ministro, Romano Prodi, para verificar se possui apoio suficiente para dirigir o Governo, decidiram hoje os porta-vozes dos grupos políticos.
Mais cedo, havia sido estipulado que o voto de confiança na Câmara dos Deputados seria emitido amanhã por volta das 14h (horário de Brasília). A votação do Senado está prevista para as 17h de quinta-feira.
Prodi compareceu hoje perante a Câmara dos Deputados para explicar a situação de seu Governo, após seus aliados democratas-cristãos da União dos Democratas para a Europa (Udeur) terem anunciado que vão abandonar a coalizão governista, o que deixou o primeiro-ministro sem maioria no Senado.
O chefe do Executivo italiano justificou sua decisão de pedir o voto de confiança ao afirmar que "só o Parlamento pode determinar se um Governo tem a legitimidade de continuar trabalhando".
Apesar de a Udeur, que possui 14 deputados, ter reiterado sua intenção de não apoiar o Governo, os últimos cálculos indicam que Prodi obteria maioria na Câmara dos Deputados.
O dia-chave para o Governo de centro-esquerda será, portanto, quinta-feira, quando ocorrerá a votação no Senado, onde a coalizão governista contava até agora com duas cadeiras de vantagem, entre elas as dos três senadores da Udeur.
Prodi, no entanto, pode contar também com os votos dos senadores vitalícios que sempre o apoiaram, Carlo Azeglio Ciampi, Emilio Colombo, Rita Levi-Montalcini e Oscar Luigi Scalfaro, aos quais inclusive poderiam se somar Giulio Andreotti e Francesco Cossiga.
O discurso de hoje do primeiro-ministro italiano na Câmara dos Deputados, no qual pediu a seus aliados "responsabilidade" perante os eleitores que os elegeram, não convenceu a Udeur, que reafirmou hoje sua decisão de votar contra.
A legenda acredita que a única solução é voltar às urnas e convocar eleições para o segundo trimestre do ano, e o mesmo pensam todos os integrantes da oposição conservadora.