Agência EFE
BANGCOC - Mais de 3 mil lotes de gemas e pedras preciosas foram vendidos no leilão organizado pela Junta Militar de Mianmar, que terminou nesta terça-feira, com a participação de cerca de 2 mil comerciantes estrangeiros, apesar do boicote internacional.
Segundo a imprensa local, o leilão obteve cerca de US$ 230 milhões em 13 dias, em Yangun, a antiga capital do país. Participaram compradores da Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, China, Japão, Índia, Cingapura, Canadá, Tailândia e China.
Os leilões de gemas e jade são uma das principais fontes de divisas da Junta Militar, acusada pela comunidade internacional de violação dos direitos humanos.
Após a repressão das grandes manifestações em favor da democracia, em setembro, em diversas cidades birmanesas, a UE impôs novas sanções a Mianmar para bloquear a importação de pedras preciosas e semipreciosas. Os EUA também estudam uma legislação que proíba a importação de jade e de gemas extraídas das jazidas de Mianmar.
A organização Human Rights Watch pediu que China e Tailândia proíbam a importação de gemas e jade de Mianmar para reforçar a medida.
O leilão foi o primeiro em Yangun depois dos protestos de setembro, nos quais morreram cerca de 10 pessoas e milhares foram detidas. No de julho, 4 mil comerciantes estabeleceram um recorde de compras, mas o montante exato nunca foi divulgado pela Junta Militar. Em março, as vendas chegaram a US$ 185 milhões, com 3 mil participantes.