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Jornalista é acusado de manipular prova sobre refém das Farc

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Agência EFE

BOGOTÁ - A Polícia Nacional da Colômbia acusou hoje o jornalista William Parra de manipular a prova de vida do capitão Guillermo Solórzano, seqüestrado pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que a senadora Piedad Córdoba deve entregar em Caracas ao presidente venezuelano, Hugo Chávez.

A prova seria um vídeo que os rebeldes enviaram à família do oficial por intermédio de Parra, disse o diretor do organismo, o general Óscar Naranjo, em comunicado divulgado em Bogotá.

Segundo Naranjo, o documento já era conhecido há aproximadamente um mês pelos oficiais que investigam o seqüestro de Solórzano, que foi capturado em 4 de junho deste ano junto com Humberto Loaiza, empresário de jogos de azar, e seu filho Carlos, ambos já libertados pelos insurgentes.

O diretor disse que 'o conteúdo do vídeo foi verificado e analisado', o que permitiu confirmar que o seqüestro foi cometido pelas Farc.

A Polícia condenou o fato de que Parra 'não esteja exercendo pressões apenas sobre a família da vítima, mas também esteja promovendo entre a imprensa uma confusão sobre as circunstâncias de modo, tempo e local em que o vídeo com as provas de sobrevivência do oficial seqüestrado foi conhecido', disse Naranjo.

O diretor da instituição disse que o material, os indícios e os detalhes da investigação do seqüestro fazem parte de um processo judicial no qual os responsáveis deverão determinar qual é o papel real de Parra no seqüestro do capitão Solórzano e como explica sua relação com as Farc.