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Hamas diz que pode fabricar mísseis mais potentes contra Israel

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Agência EFE

GAZA - O Movimento de Resistência Islâmica Hamas anunciou neste sábado, às vésperas da realização da conferência de paz para o Oriente Médio, em Annapolis (Estados Unidos), que acontece na próxima terça-feira, que pode desenvolver foguetes mais potentes para lançar contra Israel.

Ahmed Youssef, um destacado dirigente do Hamas na Faixa de Gaza disse em comunicado enviado à imprensa que este tipo de projétil poderá conter uma maior carga de explosivos.

- Os foguetes disparados de Gaza para Israel são mensagens de advertência aos israelenses (...) Agora os foguetes não representam uma verdadeira ameaça a Israel, mas num futuro próximo, uma vez que estejam desenvolvidos, representarão grande perigo - afirmou.

O Hamas qualificou hoje de 'oportunidade para um fracasso histórico' a conferência sobre o Oriente Médio patrocinada pelos Estados Unidos e na qual se espera a participação de ministros de países como a Arábia Saudita.

- Esta reunião só produzirá mais fracassos e mais danos à causa palestina e aos direitos de palestinos e árabes - acrescentou o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zurhi.

Em comunicado, Abu Zuhri afirmou que Estados Unidos e Israel "serão os únicos beneficiados pela conferência'.

Também criticou a participação de países árabes no encontro, que tem para missão reavivar o processo de paz entre israelenses e palestinos.

- A participação árabe criou uma terrível comoção no povo palestino porque abre as portas à normalização das relações entre os países árabes e a ocupação israelense - ressaltou o porta-voz islamita.

Ele esclareceu que as reservas do Hamas com relação à participação dos países do mundo árabe na Annapolis estão motivadas pelas 'atuais operações israelenses na Cisjordânia e em Gaza e as contínuas escavações israelenses sob a Mesquita de al-Aqsa de Jerusalém'.

Pela manhã, o primeiro-ministro palestino deposto e líder do Hamas na Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, criticava igualmente a decisão dos países árabes de participar da cúpula.

- Em vez de ir a Annapolis para analisar as concessões e renúncias dos direitos dos palestinos a Jerusalém e o retorno de seus refugiados, deveriam em primeiro lugar sentar-se para falar de como suspender o bloqueio imposto ao povo palestino - declarou Haniyeh em comunicado enviado à imprensa palestina.