Agência EFE
QUITO - O Governo do Equador apresentou nesta quinta-feira aos 130 integrantes da Assembléia Constituinte o seu Plano Nacional de Desenvolvimento, que procura estabelecer no país os princípios básicos de eqüidade e bem-estar social.
Os objetivos foram anunciados pelo vice-presidente equatoriano, Lenin Moreno, que abriu uma oficina com os constituintes eleitos. A Assembléia começará a funcionar no dia 29 de novembro, sob o domínio do grupo governista Aliança País.
Segundo Moreno, a apresentação do Plano Nacional de Desenvolvimento pretende que os integrantes da Assembléia Constituinte disponham de um instrumento que inclui temas específicos e gerais.
Além disso, o vice-presidente disse que com o plano se procura "resgatar o otimismo" dos equatorianos e deixar para trás a história de Governos que descuidaram do bem-estar dos cidadãos.
Ele propôs um "pacto fiscal" no país, para conseguir uma justa redistribuição da riqueza, com um critério solidário para favorecer os pobres e aumentar a carga sobre os setores que têm mais recursos.
Fander Falconí, diretor da Secretaria de Planejamento, disse à agência Efe que o Plano Nacional de Desenvolvimento "é um ótimo instrumento para a tomada de decisões".
O documento, disse, tem como eixos básicos a busca de "coesão territorial e social, uma estratégia de emprego digno e estável, a soberania, os espaços de encontro comum, uma política ambiental sustentável e a recuperação do Estado para o bem-estar dos cidadãos".
Falconí disse que o plano de desenvolvimento vai incentivar o investimento privado, desde que tenha uma clara função social e respeite a soberania nacional.
- O Equador pode se tornar uma porta de entrada para o investimento estrangeiro, desde que cumpra a ética em relação ao consumidor - acrescentou.