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Cientista colombiano é acusado de tráfico de macacos do Brasil

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Agência EFE

BOGOTÁ - O imunologista colombiano Manuel Elkin Patarroyo, descobridor da primeira vacina sintética contra a malária, foi acusado por ex-colaboradores de traficar macacos do Peru e do Brasil para suas pesquisas, informou na última quinta-feira a revista "Cambio".

O cientista colombiano, que ganhou em 1994 o Prêmio Príncipe de Astúrias, dirige a Fundação Instituto de Imunologia da Colômbia (FIDIC), que tem um centro experimental em Leticia, mil quilômetros ao sul de Bogotá.

A revista denunciou que os indígenas da região vendem espécimes de macaco-da-noite ("Aotus nancymaae") ao cientista, pelo equivalente a US$ 25 cada animal.

- Há evidência de que pessoas vindas do Peru e do Brasil vendem animais ao FIDIC sem os trâmites de legalização nos seus países. Além disso existe grande preocupação porque o centro recebe animais muito jovens - disse a publicação.

A reportagem cita Lina Peláez, que trabalhou no centro de pesquisa em Leticia, na fronteira com o Brasil e o Peru. Ela afirmou que Patarroyo "há mais de 20 anos pega esses animais sem sequer um estudo de população, sem criar um centro para reprodução, apenas extraindo os macacos da floresta".

- A atividade implica destruir florestas para a captura e o dano ambiental é grande - ressaltou Peláez.

Ela denunciou que "pessoas sem prévio treinamento capturam de forma indiscriminada os micos e arrasam com as florestas primárias".

No entanto, o médico colombiano negou as acusações e disse que por causa de suas ocupações não pode cuidar do centro de pesquisa de Leticia. Patarroyo descobriu em 1986 a vacina SPf66 com sua equipe.