Agência AFP
PARIS - O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, agradeceram neste domingo ao presidente chadiano, Idriss Deby Itno, por sua "compreensão" e por sua "atitude positiva" no caso da ONG Arca de Zoé.
- Quero expressar meu agradecimento ao presidente do Chade, porque está tendo uma atitude positiva que permitiu a volta para casa dos primeiros espanhóis e dos primeiros franceses depois de alguns dias extremamente complicados - disse Zapatero, em uma breve coletiva de imprensa no aeroporto de Torrejón, perto de Madri.
O chefe do governo espanhol estava acompanhado do presidente francês, que em sua viagem de retorno do Chade fez uma escala em Madri para deixar as quatro aeromoças espanholas postas em liberdade hoje pela Justiça chadiana, após dez dias de detenção.
- Quero agradecer ao presidente Deby por sua compreensão e por sua ajuda - declarou Sarkozy, lembrando que, desde o início da crise, Madri e Paris "trabalham lado a lado para encontrar uma solução satisfatória para este lamentável assunto".
Tanto Sarkozy como Zapatero destacaram seu desejo de conseguir o retorno "o quanto antes" dos seis membros da Arca de Zoé, que permanecem em Ndjamena junto com um piloto, co-piloto e tripulante de cabine espanhóis, assim como outro piloto belga, que ainda devem comparecer diante do juiz na investigação diante da tentativa de retirar 103 crianças do país africano.
- O objetivo com o qual Espanha e França trabalham conjuntamente é que todos os espanhóis e todos os franceses que ainda permanecem no Chade possam voltar para Espanha e França o quanto antes - declarou Zapatero.
- Espero que os que restaram possam retornar logo - disse à imprensa a aeromoça Sara López, que junto com suas companheiras Carolina Jean, Mercedes Calleja e Tatiana Suárez, agradeceu a Madri e a Paris os esforços para repatriá-las.
A jovem expressou o desejo de todas elas "de estar com nossas famílias, estamos atônitas, cansadas".
Sarkozy afirmou que "todo mundo tem de voltar para casa. Qualquer que seja sua responsabilidade não é nosso dever julgá-la, mas devemos fazer isso respeitando a soberania do Chade e a independência da Justiça chadiana".
O presidente francês evitou falar mais para "não complicar as negociações que ainda terão de ser feitas" por ele e Zapatero para solucionar completamente o assunto.
O avião de Sarkozy chegou pouco antes das 21h deste domingo (18h de Brasília) ao aeroporto de Torrejón de Ardoz, onde foi recebido por Zapatero.
Sarkozy foi o primeiro a sair do avião para, então, abraçar Zapatero, que o esperava no pé da escada da aeronave, acompanhado do ministro dos Assuntos Exteriores espanhol, Miguel Ángel Moratinos, e do embaixador francês em Madri.
Depois, saíram as quatro aeromoças espanholas, que correram para abraçar seus familiares.
Imediatamente após falar com a imprensa e se despedir das aeromoças, o presidente Sarkozy embarcou rumo a Paris, aonde deve chegar por volta das 23h40 (20h40 de Brasília). O pouso será no aeroporto militar de Villacoublay.