Agência AFP
SANTO DOMINGO - O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) anunciou neste domingo que enviará ajuda para as vítimas das inundações causadas pela passagem da tempestade tropical Noel pela República Dominicana.
- Por meio de uma operação aérea, esta agência das Nações Unidas está transportando 10 toneladas de alimentos de seu depósito em Barbados, para aqueles que se viram forçados a abandonar suas casas -, anunciou Alejandro López, representante regional, em um comunicado.
Ele explicou que a ajuda inclui biscoitos com alto teor energético, e que responde a um plano preliminar de sete dias.
- Posteriormente, a agência planeja assistir a 30.000 pessoas afetadas por um período de 20 dias, enquanto recuperam seus meios de vida -, acrescentou o funcionário.
Aproximadamente 67.000 pessoas ficaram desabrigadas devido às inundações e aos deslizamentos de terra provocados pelo Noel durante sua passagem pela República Dominicana. Segundo números oficiais, 84 pessoas morreram e 48 ainda estão desaparecidas.
Existem 23.848 pessoas nos abrigos oficiais e o restante dos atingidos permanece em casas de familiares e amigos, informaram as autoridades.
Para o plano de 20 dias, o PMA transportará 44 toneladas de alimentos pelo mar a partir de Barbados, que chegarão a seu destino final na próxima semana, mas López explicou que o organismo comprará a maioria das provisões no mercado local.
Além disso, o escritório regional do organismo, localizado no Panamá, enviou ao local três especialistas em gestão de desastres para que ajudem a representação no país.
A provisão de alimentos para a República Dominicana, explicou, parte de um projeto de "resposta imediata" recém aprovado pelo PMA com um fundo de 488.000 dólares.
Por outro lado, a entidade não conseguiu calcular bem a magnitude de sua ajuda ao Haiti, pela escassa e lenta informação sobre o nível do impacto do Noel neste país, onde até agora já se contabilizam mais de 40 mortos e 11.000 desabrigados.
- Neste país, o processo de avaliação de danos foi dificultado porque várias aldeias ainda estão incomunicáveis -, explicou López, acrescentando que até o momento o PMA está destinando a estas vítimas a ajuda que deveria abastecer os programas regulares.