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Obama critica Hillary por fazer apelo contra 'clube do Bolinha'

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REUTERS

WASHINGTON - Barack Obama, pré-candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos e o único negro dentre os concorrentes ao cargo, acusou sua rival de legenda Hillary Clinton, na sexta-feira, de esconder-se atrás de sua condição de mulher depois de ela ter sido criticada em um debate com seis candidatos do sexo masculino.

- Pressuponho e espero que a senadora Clinton deseje ser tratada como todos os demais - afirmou o senador pelo Estado de Illinois em uma entrevista concedida ao programa 'Today Show', da NBC.

- Quando tivemos o debate em Iowa, recentemente, passamos os primeiros 15 minutos, acho, discutindo críticas dirigidas a mim devido a várias questões de política externa. E eu não recorri aos microfones para falar:

- Vejam, estou sendo criticado porque tenho uma aparência diferente do restante das pessoas presentes no palco -disse.

- Pressupus que as críticas deviam-se ao fato de haver divergências políticas reais. E acho que essa deve ser a atitude que devemos adotar. Não estamos disputando o comando de uma câmara de vereadores. Estamos disputando a Presidência dos EUA.

Obama deu essas declarações um dia depois de a senadora pelo Estado de Nova York -- a única mulher a concorrer ao cargo de presidente -- ter conclamado as eleitoras do país a lhe darem apoio contra o 'clube do Bolinha da política presidencial'.

Em um debate realizado na terça-feira à noite, Obama e o ex-senador democrata John Edwards, que aparecem bastante atrás de Hillary nas pesquisas de intenção de voto, colocaram em dúvida a honestidade da ex-primeira-dama, sua capacidade de liderança e suas chances de vencer a eleição de novembro de 2008.

Obama observou, na sexta-feira, que Hillary é considerada no cenário político uma figura durona.

- Então, não faz sentido que ela, tendo feito campanha dessa forma ao longo de oito meses, venha a público depois de as pessoas terem começado a duvidar das opiniões dela e, retrocedendo, afirme: 'Não me persigam'', disse.

- Não é assim que gostaríamos de vê-la agir caso ocupasse a Presidência.