Agência EFE
COLOMBO - O líder da ala política da guerrilha dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE), S. P. Thamilchelvan, morreu hoje junto com cinco assessores em um bombardeio das Forças Aéreas no norte do Sri Lanka, informou a própria guerrilha.
Thamilchelvan, chefe político dos rebeldes e segundo na rede de comando, tinha participado ativamente nas fracassadas conversas de paz com o Governo realizadas no ano passado em Genebra e era um dos interlocutores dos mediadores internacionais.
O líder rebelde morreu em um bombardeio governamental contra a sede geral dos dirigentes políticos dos LTTE em Kilinochi, no norte da ilha, reconheceu a guerrilha em comunicado.
Segundo o Ministério da Defesa cingalês, o bombardeio ocorreu às 6h (22h de Brasília da quinta-feira), quando Thamilchelvan realizava uma reunião junto com vários colaboradores em um edifício da cidade.
- É difícil prever o que acontecerá agora. A morte do segundo maior dirigente da guerrilha desmoralizará os LTTE em uma grande medida. Mas estes poderiam recorrer a alguma ação drástica - disse o analista político Thushara Gunaratne.
A maior parte das forças dos LTTE se concentra no norte do Sri Lanka e enfrenta quase diariamente as tropas governamentais.
O conflito gerou uma guerra aberta nos anos 80, quando os LTTE iniciaram um levante armado para reivindicar um Estado independente no norte e no leste da ilha.
Nessas zonas, a etnia tâmil é majoritária, enquanto os cingaleses dominam no resto do país, com o saldo de 65.000 e 80.000 mortos devido à violência desde o início da guerra.