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Ahmadinejad pede que UE se afaste da política americana contra o Irã

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Agência EFE

TERÃA - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, pediu hoje à União Européia (UE) que 'se distancie da política arrogante dos Estados Unidos' contra o Irã, e afirmou que Teerã 'não teme as sanções', que 'prejudicarão mais' quem as impõe, segundo a agência de notícias iraniana 'Mehr'.

O presidente fez a afirmação após a inauguração de uma usina petroquímica no sul do Irã, em meio a boatos sobre uma nova reunião dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com a Alemanha para estudar o endurecimento das sanções contra o país.

- O embargo econômico prejudicará mais a eles. O povo iraniano não teme o bloqueio econômico - afirmou Ahmadinejad, após reiterar que os iranianos 'continuarão seu caminho em direção ao desenvolvimento e não renunciarão a seu programa nuclear pacífico'.

Ele lembrou que os EUA 'não têm investimentos no Irã', e que, caso imponha sanções internacionais à República Islâmica, 'os países europeus serão os mais prejudicados, pois eles têm projetos econômicos no Irã'.

O presidente iraniano acusou os EUA de 'aproveitar as vendas do petróleo iraquiano para seu próprio interesse, sem compartilhá-lo com seus amigos.

Mas quando se virem afetado por algum problema, pedirão ajuda destes amigos para alcançar seus próprios objetivos'.

Aparentemente, Ahmadinejad se referia à França e ao Reino Unido, países que, junto com os EUA, fazem pressão para endurecer as sanções internacionais contra o Irã devido à recusa iraniana em interromper o enriquecimento de urânio. Eles suspeitam que o programa nuclear iraniano tenha objetivos militares.

- O Irã não quer crise na região, mas tenta ajudar o estabelecimento da paz e da segurança e a tratar os demais com respeito, mas não se submeterá à arrogância e não renunciará aos seus direitos legais - acrescentou Ahmadinejad, citado pela 'Mehr'.