Rafael Correa inaugurará sede da Assembléia Constituinte no Equador

Agência EFE

MONTECRISTI - Mais de 1.200 operários trabalham contra o relógio na cidade de Montecristi, no oeste do Equador, para finalizar as obras da 'Cidade Alfaro', que será inaugurada hoje pelo presidente, Rafael Correa, e sediará a Assembléia Constituinte que redigirá a 20ª Carta Magna do país.

Em dez semanas foram finalizadas a estrutura e as instalações do moderno edifício, que acolherá o plenário e as comissões da Constituinte, onde os operários ainda trabalham na montagem das divisões e da mobília que será utilizada pelos participantes, que devem iniciar seus trabalhos em meados do próximo mês.

No entanto, as obras dos edifícios administrativos e de escritórios anexos à sede da Assembléia estão muito atrasadas, e as do monumento, mausoléu e museu dedicados ao líder liberal equatoriano Eloy Alfaro também avançam mais lentamente.

O escultor Ivo Uquillas, autor do monumento a Alfaro, espera concluir em menos de um mês a obra que homenageia o presidente que foi artífice da 'revolução liberal' equatoriana do começo do século XX, natural de Montecristi e em cuja honra a cidade foi escolhida como sede da próxima Constituinte.

Renato Espinel, coordenador da 'Cidade Alfaro', disse que 'tudo estará pronto quando os constituintes pedirem' e destacou que os 4.200 metros de instalações contarão com 'a melhor tecnologia' para o trabalho e as comunicações.

Após o encerramento da Assembléia, que a princípio deverá durar seis meses, com mais dois de possível prorrogação, o complexo será utilizado como centro de convenções, por isso o edifício principal terá instalações modulares e contará com 160 escritórios nos anexos e outras facilidades para a administração, explicou Espinel.

A 'Cidade Alfaro' já conta com eletricidade e geradores de emergência, e as instalações de comunicações dispõem de internet banda larga sem fio, cuja eficiência foi comprovada nos últimos dias, afirmou o diretor-técnico da obra, Emile Martin, que elogiou o trabalho dos 1.200 operários, 95% deles locais.