Assessor israelense proíbe que Exército corte eletricidade a Gaza

Agência EFE

JERUSALÉM - O assessor jurídico do Governo israelense, Menachem Mazuz, proibiu o Exército de cortar a energia elétrica à Faixa de Gaza, enquanto não puder garantir que a medida seja aplicável de forma limitada.

A decisão foi anunciada, em comunicado enviado hoje à Efe pelo escritório de Mazuz, após uma reunião com assessores jurídicos de todos os órgãos e ministérios envolvidos no plano para cortar a provisão de eletricidade a esse território palestino.

Esta decisão obriga o Exército a adiar a aplicação dessa medida até que sejam encontradas as vias para garantir que não afetará centros civis, como hospitais.

O assessor pediu aos 'órgãos de defesa um estudo mais exaustivo para examinar a aplicação (do corte de eletricidade), para que esteja em linha com a decisão do Governo de que o plano não prejudique a população civil'.

Mazuz disse que até agora não foi demonstrado que o corte de energia elétrica será feito de forma humanitária e proporcional, e que, nestas condições, Israel se arrisca a denúncias em tribunais internacionais.

O corte de eletricidade à Faixa de Gaza está incluído no pacote de medidas aprovadas pelo Governo de Israel em represália pelo lançamento de foguetes artesanais Qassam a partir do território palestino contra o sul deste país.

Entre essas sanções, também estão cortes no fornecimento de combustível à Faixa de Gaza, medida que o Exército israelense começou a aplicar no domingo.

O plano de sanções contra a Faixa de Gaza tinha sido denunciado por organizações humanitárias palestinas e israelenses, que o consideram um 'castigo coletivo' para o 1,5 milhão de habitantes do território.

Essas mesmas associações apelaram à Corte Suprema de Israel para que proibisse a aplicação do plano.