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ANCARA - A febre nacionalista na Turquia, já estimulada pela violência separatista do PKK, atingiu seu auge nesta segunda-feira, quando os turcos celebraram com entusiasmo o 84º aniversário da república laica e militarizada fundada por Mustafá Kemal Ataturk.
Cidades e aldeias de todo o país islâmico, de 75 milhões de habitantes, ficaram enfeitadas com bandeiras e retratos de Ataturk. O presidente Abdullah Gul, ministros e comandantes militares levaram coroas de flores ao mausoléu do 'Pai dos Turcos', em Ancara.
Em Istambul, maior cidade turca, milhares de pessoas agitando bandeiras participaram de uma manifestação de apoio ao Exército.
A Turquia reúne cerca de 100 mil soldados, além de tanques, canhões, helicópteros e aviões, ao longo da sua montanhosa fronteira com o Iraque, preparando uma possível ofensiva em larga escala contra os rebeldes separatistas que usam a região como base.
- Estamos segurando a respiração, esperando a ordem para uma operação - disse um comandante perto da fronteira ao jornal liberal Radikal. Naquela região, os rebeldes mataram 12 soldados turcos em 21 de outubro.
Centenas de quilômetros ao norte da fronteira, na província turca de Tunceli, cerca de 8.000 soldados lutaram pelo segundo dia consecutivo contra mais militantes da guerrilha Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). O Exército diz ter matado 20 militantes no domingo.
Um soldado morreu na madrugada de segunda-feira na explosão de uma mina, arma muito usada pelo PKK, que luta pelo estabelecimento de um Estado curdo no Sudeste da Turquia.
Os EUA, aliados da Turquia na Otan, e o governo iraquiano pedem a Ancara que evite uma grande ação militar no Norte iraquiano, uma região de maioria curda, pois temem que isso desestabilize toda a região.
O chanceler iraquiano, Hoshiyar Zebari, alertou na segunda-feira para as 'desastrosas' consequências em toda a região, mas especialmente na Turquia e no Iraque, de uma eventual invasão turca. - Seria uma decisão unilateral, e por isso as pessoas resistem - disse Zebari à BBC.
Mas o governo turco, de centro-direita, está sob forte pressão interna para agir, depois de uma série de ataques mortais do PKK contra alvos turcos.
A febre nacionalista na Turquia, já estimulada pela violência separatista do PKK, atingiu seu auge nesta segunda-feira, quando os turcos celebraram com entusiasmo o 84º aniversário da república laica e militarizada fundada por Mustafá Kemal Ataturk.
Cidades e aldeias de todo o país islâmico, de 75 milhões de habitantes, ficaram enfeitadas com bandeiras e retratos de Ataturk. O presidente Abdullah Gul, ministros e comandantes militares levaram coroas de flores ao mausoléu do 'Pai dos Turcos', em Ancara.
Em Istambul, maior cidade turca, milhares de pessoas agitando bandeiras participaram de uma manifestação de apoio ao Exército.