Morre um dos líderes dos protestos da Praça da Paz Celestial

Agência EFE

PEQUIM - O cientista Bao Zunxin, um dos líderes dos protestos da Praça da Paz Celestial em 1989, morreu neste domingo em Pequim aos 70 anos, em conseqüência de uma doença não especificada, informou nesta segunda-feira o jornal independente 'South China Morning Post'.

Bao, pesquisador da estatal Academia de Ciências Sociais da China, foi condenado a cinco anos de prisão em 1991 por 'incitar a propaganda anti-revolucionária' durante as manifestações pacíficas esmagadas pelo Governo chinês, embora só tenha cumprido onze meses de sentença.

Em maio de 1989, milhares de estudantes e trabalhadores foram às ruas de Pequim para pedir a democratização do país, aproveitando a abertura econômica.

Os protestos terminaram com o massacre de centenas de pessoas que, segundo o Governo, foi necessário para garantir o mandato do Partido Comunista.

- Após ser libertado, continuou trabalhando em favor da democracia na China e ajudou a organizar muitas campanhas de envio de cartas ao Governo - disse ao jornal Chen Ziming, amigo de Bao.

Em agosto, Bao foi um dos 37 intelectuais chineses que pediu a Pequim em uma carta que terminasse com a 'sistemática negação dos direitos humanos' no país, diante da realização dos Jogos Olímpicos de 2008.