Agência EFE
DIYALA - A relativa tranqüilidade vivida no Iraque desde setembro terminou nesta segunda-feira, dia 29, com um novo dia de violência, com pelo menos 40 mortos e 26 corpos encontrados, a maioria decapitada.
Grande parte das mortes aconteceu na província de Diyala, um dos redutos mais importantes da rede Al Qaeda no Iraque. Lá, as tribos locais cooperam com o Governo iraquiano com o objetivo de expulsar os terroristas.
No ataque mais sangrento, 27 pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas quando um homem-bomba andando de bicicleta detonou o cinto de explosivos que levava.
A explosão surpreendeu as pessoas que se reuniam na frente de um centro de recrutamento policial em Baquba, 65 km ao nordeste de Bagdá, segundo policiais. As vítimas eram candidatos a policiais que estavam fazendo um curso de treinamento no local.
Em Echbilia, a Polícia encontrou 20 corpos decapitados. Moradores da região de Kasirin, 40 km a oeste de Baquba, informaram sobre a presença de vários corpos em uma das aldeias da área. As fontes acrescentaram que as mortes pareciam recentes.
O Exército iraquiano libertou hoje oito chefes de diferentes tribos de Diyala que tinham sido seqüestrados ontem por um grupo de homens armados, após participarem de uma reunião em Bagdá com representantes governamentais.
No encontro, conversaram sobre a reconciliação nacional e sobre os meios necessários para unificar esforços entre as distintas tribos de Diyala a fim de combater a Al Qaeda.
Por outro lado, na província de Salah ad-Din, ao norte da capital, pelo menos sete pessoas morreram e outras 16 ficaram feridas em um ataque com um carro-bomba.
O ataque aconteceu perto de um centro de processamento de farinha, nas proximidades da cidade de Beiji, cerca de 30 km ao norte de Tikrit, capital de Salah ad-Din.
Na cidade de Mossul, a 400 km de Bagdá, cinco civis, quatro deles membros de uma mesma família, morreram baleados hoje, informaram fontes do Ministério do Interior.
As fontes explicaram que três mulheres e um homem morreram quando um grupo de pistoleiros entrou na casa da família e disparou, no bairro de Ninawa, no leste de Mossul.
Além disso, uma funcionária da Polícia iraquiana também foi morta a tiros por homens armados próximo a um hospital na mesma cidade.
A violência também aconteceu em Bagdá, onde outra pessoa morreu e várias ficaram feridas em diferentes ataques promovidos por homem armados.
Tanto em Bagdá como em Mossul foram achados quatro e dois cadáveres, respectivamente, com marcas de bala e sinais de tortura.
O número de civis mortos no Iraque desde o começo do ano, como conseqüência da violência vivida pelo país, registrou uma grande queda, de acordo com estatísticas elaboradas pelos ministérios de Interior, Defesa e Saúde.
O dia de violência hoje rompe com a tendência registrada nas últimas semanas, nas quais a violência esteve reduzida a níveis não vistos há dois anos.
A agência de notícias da ONU "Irin" informou há menos de uma semana que setembro foi o mês menos sangrento do ano e que vários analistas previam, inclusive, um outubro ainda menos violento.
No entanto, parece que os enfrentamentos que há vários meses acontecem entre as tribos sunitas de Diyala e os combatentes da Al Qaeda no Iraque continuarão acrescentando vítimas às estatísticas.