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Espanha detém seis pessoas relacionadas com o terrorismo islâmico

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Agência EFE

MADRI - A Guarda Civil espanhola deteve nesta quarta-feira na província de Burgos seis integrantes de um grupo de extremistas islâmicos, que supostamente colaboravam no apoio à jihad (guerra santa) em diversos países, especialmente no Iraque.

Segundo o Ministério do Interior, o grupo desarticulado realizava reuniões clandestinas, arrecadava fundos para terroristas presos, praticava proselitismo extremista e apologia do terrorismo, e desenvolvia a captação e doutrinamento de possíveis 'mujahedins'. Além disso, divulgava material audiovisual e propaganda jihadista.

A operação inclui buscas em seis casas e um açougue administrado por membros da célula. A Guarda Civil apreendeu documentos e computadores, que estão sendo analisados.

Grande parte da atividade da célula acontecia em fóruns e 'chats'

de internet de acesso restrito. Segundo a Guarda Civil, isso é uma evidência de que o grupo constituía a primeira rede detectada e desarticulada na Espanha de uma 'jihad mundial' através da rede.

Na Espanha, o grupo era liderado por Abdelkader Ayachine, de origem argelina. O seu braço direito era Wissan Lotfi, de origem marroquina.

Os líderes admitiram que seguem os princípios do salafismo jihadista. Eles se identificaram como 'Os Ansar', como algumas organizações terroristas que atuam no Iraque.

A investigação detectou vinculações com países estrangeiros e contou com a colaboração de Agências de Segurança e Inteligência de outros países, entre eles Suécia, Estados Unidos e Dinamarca.