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Erdogan defende operação com os EUA contra PKK no norte do Iraque

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Agência EFE

ISTAMBUL - O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, defendeu uma operação conjunta com os Estados Unidos contra as posições do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque, em declarações ao jornal turco 'Hürriyet'.

Erdogan explicou que recebeu um telefonema da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.

- Ela deseja uma ação conjunta - disse, antes de embarcar rumo ao Reino Unido. Ele solicitará o apoio do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

- Poderíamos fazer uma operação com os EUA no norte do Iraque contra o PKK. Rice pediu alguns dias de prazo para podermos trabalhar de forma conjunta. Esperamos poder trabalhar em colaboração, como fazemos no Afeganistão - explicou o chefe do Governo.

- Nesta terça-feira, falarei com o presidente dos EUA, George W. Bush, e discutiremos o tema - acrescentou.

- Estamos decididos a realizar a operação, e vamos até o fim, nas dimensões política, militar e diplomática. Aconteça o que acontecer, estamos dispostos a pagar e a fazer pagar o preço necessário - insistiu Erdogan.

O primeiro-ministro turco criticou a posição da imprensa e da oposição, que pressionam para que o Exército turco realize uma incursão imediata para castigar o PKK e os dirigentes do norte do Iraque.

- Enquanto não cumprirmos todas as condições necessárias para uma operação militar, não daremos esse passo. O povo, a rua e os partidos de oposição querem uma intervenção, mas nós não atuaremos tão emocionalmente -avisou Erdogan.

O líder turco também não economizou críticas à imprensa internacionais por sua cobertura do conflito.

- A organização terrorista (PKK) quer anúncios e propaganda. A televisão da organização separatista, 'Roj TV', nem é mais necessária. O resto da imprensa dá o que eles necessitam - disse.