Agência EFE
TEERÃ - O ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou hoje ao chanceler francês, Bernard Kouchner, que Teerã 'não renunciará a seus direitos nucleares', e minimizou a importância da possibilidade de que as sanções internacionais ao Irã se tornem mais rígidas.
Segundo a agência 'Irna', Mottaki expressou esta postura em carta enviada hoje a Kouchner para protestar contra as tentativas de Paris de conseguir aumentar as pressões contra o Irã para que suspenda suas atividades nucleares, especialmente as do enriquecimento de urânio.
Na carta, o chanceler iraniano lembra que 'a República Islâmica conseguiu avanços nucleares enquanto estava sob as sanções impostas ao Irã pela América (Estados Unidos) e o embargo europeu não anunciado'.
Também considera que 'as pressões da França para tornar mais rígidas as sanções ao Irã fazem parte de uma política que fracassou'
e que 'tudo indica que os embargos fizeram com que os iranianos insistam ainda mais em conseguir seus objetivos em questões como a independência, a auto-suficiência e o desenvolvimento tecnológico'.
O ministro iraniano reiterou a Kouchner que Teerã defende uma solução negociada para a crise nuclear iraniana, mas 'não se pode falar do diálogo e seguir (ao mesmo tempo) o caminho da ameaça e da pressão'.
Mottaki insistiu em que as atividades nucleares do país são pacíficas e que 'as armas nucleares não estão previstas nas estratégias defensivas e de segurança do Irã'.