Agência AFP
JERUSALÉM - A ala mais radical da extrema-direita israelense lançou uma campanha nacional em favor da libertação de Ygal Amir, o assassino do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, iniciativa que provocou uma onda de protestos no país.
O comitê de apoio a Ygal Amir, batizado de 'comitê pela democracia', produziu um vídeo de 15 minutos no qual a família do assassino pede às autoridades que ele seja liberto em nome dos direitos humanos e da reconciliação nacional.
Aproximadamente 150 mil exemplares do vídeo serão distribuídos nas ruas de Israel.
Em 4 de novembro de 1995, Ygal Amir matou Yitzhak Rabin com três tiros em Tel Aviv. O israelense era um dos artífices dos acordos de paz de Oslo entre Israel e Palestina em 1993.
Ygal Amir, um extremista religioso judeu que tem atualmente 37 anos, cumpre pena de prisão perpétua e nunca se arrependeu de ter cometido tal assassinato.
Os dirigentes políticos e de associações israelenses se mostraram indignados pela campanha. - Nunca concordarei com sua liberação. Trata-se de um crime político - afirmou o ex-primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu à rádio militar.